Ganhador do Oscar em 2006 de filme estrangeiro, “A Vida dos Outros”, ambientado na Berlim Oriental, pouco antes da queda do Muro, concentra-se na atuação de espionagem da Stasi, a polícia secreta da Alemanha Oriental. Para prender um diretor de cinema, a Stasi grava, filma, grampeia, faz horrores, invadindo a vida das pessoas.
Lembrei-me da obra de von Donnersmarck em razão do fato que ocorreu ontem no CT do Caju: Petraglia, revoltado com a maioria dos conselheiros que exigiu esclarecimentos sobre alguns assuntos, passou o dia vendo as imagens da reunião gravadas pelo circuito interno.
Depois de identificar e escrever o nome dos conselheiros da minoria que ficou sentada em sua solidariedade, convidou-os por e-mail através da secretária Tereza para um jantar segunda-feira no CT do Caju.
Além do jantar, estaria se analisando uma proposição de denunciar a maioria ao Conselho de Ética, sob o argumento de que o pedido de explicações ofendeu o presidente do clube.
Os convidados para a ceia de Petraglia estão sendo chamados de discípulos. Eu já entendo que devem ser chamados de cordeiros de Deus, porque nem todos discípulos obedeciam ao Mestre.
Motivo
Os motivos aparentes para a renúncia de Ricardo Guerra, do G5 do Coritiba continuam sendo especulados. Vão da execução defeituosa do projeto do professor Medina ao desconforto pessoal na relação com o vice André Macias.
Ontem fiquei sabendo de amigo próximo de Ricardo. Todos os especulados são desculpas públicas. O motivo principal foi a exigência de dentro de casa e de dentro das empresas de sua familia. O resto é pura especulação.
E mais. Ricardo estaria arrependido dos termos da carta renúncia que entregou ao presidente Bacellar.
Peço licença para expressar o meu juízo sobre esse caso no Coritiba. O responsável e que saiu como vítima foi o professor Medina. Em razão de discordâncias no comando do futebol, o que é absolutamente natural, ele não se sentiu prestigiado e estimulou a vontade de sair. Isso induziu diretamente Guerra a renunciar.