Corajoso, mas nem tanto

Toda a vez que o presidente do Atlético, Mário Celso Petraglia quer se impor em um ambiente, mesmo contra a lei, ele afirma que “já bateu de frente com a Globo”. Agora mesmo, querendo ficar onde não poderia no jogo contra o Paraná, ameaçou o comando do jogo, dizendo “eu já bati de frente com a Globo”.

É meia verdade. A verdade contada por inteira é outra e remete à conclusão que foi a Globo que bateu de frente com Petraglia, divulgando gravação em que ele afirma “que já mandou dinheiro”, para o então diretor de árbitros da CBF, Ives Mendes. O Atlético foi suspenso de todas as atividades por um ano, e Petraglia foi banido do futebol. As penas só foram reconsideradas depois de um movimento da torcida atleticana comandado pelo ex-goleiro Ricardo Pinto (é histórico o encontro 5 mil atleticanos na Praça do Atlético), e da ida de um grupo de conselheiros a Brasília, auxiliados por Osmar Dias.

Enquanto isso acontecia, Petraglia encolhido, como se tivesse consciente de alguma traquinagem que fez, ficou recluso no seu apartamento da Sete de Setembro. Por ter medo do futuro imprevisível do clube, telefonou para que Enio Fornea Júnior suspendesse a implosão da velha Baixada. Fornea respondeu: “Não há mais volta. A ponte já está explodindo”. E implodiu o “Farinhakão”. E, então, nasceu a espetacular Baixada.

Há histórias que precisam ser reescritas.

Ponto final

O copo do ex-médico do Paraná, Jonathan Zaze já estava cheio. Mas a gota d’agua que fez derramá-lo foi o seguinte fato: o lateral Bruninho, que saiu com suspeita de traumatismo cervical, não pôde fazer o exame de tomografia, porque o Paraná, além de estar devendo no hospital, não tinha dinheiro para pagamento avulso. Um torcedor tricolor, que é médico, sugeriu interná-lo pelo SUS. Afinal para onde acabou indo Bruninho?

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