Se eu morrer num próximo amanhã, por uma dessas coisas que atribuem ao coração, não culpem o Pedro Oldoni, centroavante do meu time. Um equívoco do coração a essa altura da vida pode ter vários motivos, mas todos serão simples coincidência com os gols perdidos pelo menino do meu time.

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Mas, ainda, mesmo que seja de arrasto, quero levar esse amanhã para bem longe. Sei que as coisas que provocam equívocos ao coração são tão frágeis, que se alienam ao mais estranho sentimento.

Ao sentimento de um gol do menino Pedro Oldoni, por exemplo. Com um deles, o próximo amanhã ficará bem longe. E, então, as coisas do coração vão ficar em repouso.

Mas minha morte não tem importância nenhuma. Como escreveu Fernando Pessoa, “o que for como for, é que será o que é”.

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Quem não pode morrer é o messiânico Geninho. Como sofre o grande homem. Dá pena vê-lo ser maltratado a cada bola rifada, a cada bola perdida, a cada gol jogado fora, a cada lance, assim primário. Geninho por não poder só chorar, chora em forma de grito.

Quem não pode morrer é Geninho. Nem amanhã nem depois de amanhã. Geninho é a realidade que o meu time precisa.

Despedidas

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Existem várias formas de anunciar a despedida. Nem todas são sinceras. A do lenço, o branco pode estar amarelado; a das palavras podem soar mentiras.

Nenhuma forma de anunciar a despedida é tão sincera como a adotada pelo menino Keirrison, de saída do Coritiba.

Gols, quatro gols contra o Santos. E, depois, contra o Vasco. Talvez, como artilheiro do campeonato. Despedida assim deixa literalmente saudades. Na goleada contra o Santos (5×1), o melhor foi Marlos, também, em clima de despedida. E perfeito foi o esquema do treinador Dorival Júnior, também em fase de adeus. E os dirigentes só assistem, como se fossem meros coadjuvantes de despedidas.