Estava todo faceiro com a goleada do Atlético no Maracanã, quando fico sabendo do seu motivo imediato: a união dos jogadores. Medida casual, sem base. A união como arma de urgência, pressupõe a existência de desunião. A desunião existe por um fato anterior, capaz de fragmentar uma relação. Para desaparecer, é preciso que o fato de estímulo seja atacado, na sua origem, pois só assim irá desaparecer para tornar as vitórias uma regra e não uma exceção.

continua após a publicidade

Qual é esse fato? Se as derrotas eram pela desunião, o fato não é recente. Poderia ser pelo desconforto que Givanildo causa como treinador; mas, se é, não é o único. Antes dele, o time já perdia.

Por isso, é que as aparências não deveriam ser necessariamente essenciais. Existem algumas, que escondem e disfarçam os fatos motivadores de derrotas. No futebol em especial, em que um resultado pode estar carregado de fantasias, principalmente quando é inesperado. A união improvisada como causa para vencer, não está associada às mudanças táticas ou às virtudes individuais. Por isso, essa espécie repentina de solidariedade não se integra às normas, que um time tem que adotar para voltar a vencer, e continuar vencendo.

A minha esperança era a de que no sábado, Givanildo mudasse o seu recurso: anunciasse a sua saída, no momento certo e no lugar certo.

Tradição

continua após a publicidade

Pelo início do andar da carruagem, a tradição deve prevalecer na segunda divisão. Sport, Atlético Mineiro e Coritiba estão no comando. Embora seja apenas início, não deixa de ser uma referência. Mas, tão importante quanto este fato, existe um outro que é indisponível: o de ganhar pontos fora de casa.

Parece que aproveitando bem a fragilidade da Portuguesa, o Coritiba ganhou tranqüilidade. Não só porque ganhou o jogo, porque ganhou de três a zero, mas porque o seu novo centroavante Alberto fez dois gols. Se Alberto não os fizesse, ficaria um vazio na camisa nove. E outro teria que ser procurado.

continua após a publicidade