No Itaquerão, Corinthians 2×0.
Se o goleador Walter não tivesse provocado a sua expulsão contra o Cruzeiro, é possível afirmar que não perderia os gols que Cléo e Marcos Guilherme perderam. E o Atlético não perderia o jogo. Mas ocorre que Walter não quis jogar.
Se o Atlético tivesse um meia como Jadson (o mesmo que revelou), é certo poder afirmar que teria mais talento para aproveitar a sua melhor organização tática. E não perderia o jogo. Mas ocorre que o Atlético ao invés de Jadson tem Hernani e Ytalo, e depois, como última esperança Bady.
Não é justo dizer que o Furacão perdeu para o Corinthians porque jogou mal. Não tenho medo de bater de frente com a contradição: o Atlético fez o seu melhor jogo no campeonato até sofrer o segundo gol, o de Jadson. Bem organizado por Milton Mendes, jogou tanto que no jogo jogado tornou o resultado injusto. Mas é inapelável a verdade do futebol: se não tiver qualidade individual, a derrota é a consequência lógica.
Bem resumido: para perder apenas de 2×0, o Furacão teve que fazer o seu melhor jogo no campeonato.
Otávio mostrou que é o melhor volante do atual futebol brasileiro. Foi perfeito.
Correção
Noticiei ontem que o Exército ganhou uma ordem judicial para obrigar o Atlético construir um prédio de apartamentos como contraprestação do negócio de um terreno incorporado à Baixada.
Não foi assim. Foi pior. O Furacão teve negado um pedido para prorrogar o prazo para o cumprimento da sua obrigação. O Exército executou a fiança e o banco pagou. Foi pior, porque agora o Atlético terá que pagar ao banco com todos os encargos inerentes a essa operação, que são caríssimos. Quanto ao aluguel mensal dos apartamentos locados pelos militares, o clube está pagando.
A propósito, um torcedor pergunta-me: por que eu divulgo essas notícias do Atlético? Boa pergunta. Na próxima semana irei responder. Posso já antecipar que é para o bem do Atlético. Até agora só advogados ganharam dinheiro.