Contra o tempo

Um fato de extrema relevância foi divulgado, envelheceu em uma madrugada e no dia seguinte já estava no arquivo. É aquele em que o prefeito Rafael Greca negou ao Coritiba a mudança da Lei de Zoneamento no Alto da Glória.

Para lembrar: o Coxa pediu formalmente ao Município, que a lei fosse alterada tornando possível a execução do projeto de construção do novo estádio (nem seria Couto Pereira), que adotaria, também, a natureza comercial.

Não sei as razões do Prefeito. Qual foi a causa usada como seu fundamento, ninguém explicou. Mas é possível presumi-la, na medida em que, historicamente, os critérios do poder municipal para a mudança da Lei de Zoneamento, sempre são associados aos interesses públicos e privados. Uma alteração dessa lei carrega quase só o componente de interesse particular, sempre sobrando benefício direto ou indireto a quem decreta e legisla. Qual a razão de Greca para negar a mudança da lei ao Coritiba?

Contra o tempo II

Um dia desses, um grupo de advogados que torcem pelo Atlético provocou-me o seguinte assunto. Se o Atlético está procurando resolver as pendências financeiras da obra da Baixada com o Poder Público, é possível afirmar que ainda não propôs a ação buscando o cumprimento da obrigação doo Estádio e do Município, que é dividir em três e pagar a dívida, que havia anunciado no Conselho Deliberativo.

Procurei saber, mas não localizei quem poderia explicar. Como já cansei de investigar como repórter, desisto na segunda tentativa frustrada. Mas que o tema é relevante, não se pode negar.

Ocorre que em dezembro a lei do tripartite, e que contraditória limita em 180 milhões de reais a obrigação do Município e do Estado, fará aniversário de 5 anos. E cinco anos é o prazo prescricional de ações contra o Poder Público. Só a declaração pura e simples da divisão em três, não é o bastante. Aliás, é muito pouco. É necessária uma sentença, também, de natureza condenatória, e essa prescreve em 5 anos. O Atlético não deve saber o que faz. Mas que já deveria ter feito antes, não tenho dúvida.

De primeira

Em época de Atletiba, a minha geração sempre tinha curiosidade em saber quem seria o árbitro do clássico. Sempre o indicado, mais tarde, iria se saber, era sugestão do Coritiba. Às vezes dava certo, mas, às vezes, não dava certo.

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