Contra-ataque

Há quem censure o treinador Waldemar Lemos, em razão da postura defensiva que o time vem adotando. Como todos, em especial aqueles da minha geração, não gosto de ver um time atrás. Jogar assim, mais do que preocupação, pode revelar medo. Mais grave é o ato de René Simões que, com a exuberância de Marcelinho Paraíba, recolhe o Coritiba atrás.

Mas, no caso do Atlético de Lemos, pergunto: há outro jeito de jogar? Expor um time, que é inseguro na função de marcar e frágil na de defender, não seria, aí sim, equivocado?

É princípio elementar de ordem tática, que só é possível projetar-se com normalidade ao ataque, mesmo sendo à base de contra-ataque, se houver retenção de bola, que é ainda a única forma de esperar pela aproximação de quem está atrás. É impossível isso com Rafael Moura no ataque, a inconsciência dos passes despropositados dos zagueiros, e agora, infelizmente, de Paulo Baier.

Hoje em Santos, o Atlético não terá Alex Mineiro. Mas, a partir de sábado, contra o Avaí, o terá. Assim, haverá quem vai dar o comando técnico e emocional para o time em campo, repercutindo diretamente em Wallyson e Wesley. E quando Claiton jogar, aí sim, todas as gerações poderão exigir de Lemos um Atlético ofensivo.

Na vida, não podemos todos os dias ser românticos.

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