Como ídolo não existe, é um mito. Não lembra Souza e Adriano, está bem longe de Jadson e Fernandinho. Mas Paulo Baier não pensa assim. Contra o Barueri, quando fez o primeiro e belo gol, estava jogando mal. Por isso, era vaiado. Após o segundo, apontou a tarja de capitão dizendo que “aqui, ainda, sou eu quem mando”. Depois, fazendo critica à imprensa exigiu respeito “pois tenho uma história no Atlético, nunca faltei a um treinamento”.

continua após a publicidade

Entendi Paulo Baier porque compreendo os sentimentos. Quando represa-se alguns, cria-se o de mágoa. A mágoa de Paulo, talvez, seja com ele próprio. Comandou o Atlético na final contra os Coxas, e fracassou -outra vez. Contra o Palmeiras, ficou em Curitiba, vendo pela televisão seus companheiros serem eliminados da Copa do Brasil. Com um dos maiores salários do futebol brasileiro, joga apenas duas partidas por mês. Para um profissional honesto como ele, ser pouco útil cria um desconforto interior. Daí vem a mágoa com si próprio.

Se for por isso que Paulo Baier desabafou depois de gols contra um Barueri da vida, é preciso compreendê-lo. A mágoa pesa, e se ficar guardada, torna-se rancor. Paulo é um grande homem. Agora, mais leve, voltará a jogar como antes.

Evolução

continua após a publicidade

Peço compreensão à torcida do Paraná. Vi o empate em Bragança a três gols, e conclui que o time de Ricardinho, definitivamente, entrou em processo de evolução. Sem ironia (daí a compreensão) é possível garantir que o Tricolor não cairá para a Terceira Divisão nacional. Afirmar que a evolução é para lutar pela Primeira, é praticar engano. E ficando na Segunda, estimulando a excelente reformulação administrativa, o Paraná em pouco tempo volta para a Primeira. Não adianta querer antecipar o futuro, quando esse depende de um dinheiro que o clube não tem.