Conto árabe

Convidado pela torcida para o jantar em seu benefício, e pela comemoração de 94 anos do Furacão, Ziquita, “a lenda”, não apareceu no Madolosso. É que Mário Celso Petraglia o convenceu de que a sua imagem, sendo por contrato exclusiva do Atlético, não poderia ir ao jantar.

Recebendo um dinheiro adiantado do clube, Ziquita mandou dizer à torcida que “por questões de saúde” não poderia ir ao jantar. E voltou para a casa de Governador Valadares, em Minas Gerais.

Um povo formado por crianças e adolescentes, que constituem a base atual dessa geração de torcedores, foi atraído pelo sonho de conhecer Ziquita. Junto com a alegria de comemorar mais um aniversário do Furacão, todos carregaram o sonho de ver, tocar e falar com Ziquita. Finalmente, conheceriam aquele que, fazendo quatro gols contra o Colorado em 15 minutos e empatando o jogo em 4×4, escreveu uma das mais lindas páginas da história do Atlético.

Mas Ziquita, em razão do mau sentimento de Petraglia, não foi. Crianças e adolescentes, tristes, foram embora para casa. Para eles, Ziquita vai continuar como um personagem árabe, que só existe na imaginação, e que se esconde nos contos de “Um Mil e uma Noites”.

“Você é uma pessoa horrível, uma mistura do mal com o atraso e pitadas de psicopatia”, falou o ministro Luiz Roberto Barroso ao ministro Gilmar Mendes.

Mas bem que poderia falar para o dono do Atlético, Mário Celso Petraglia.

Hoje à noite, na Baixada, o Furacão decide o returno do Estadual, que vale a “Taça Caio Júnior”, contra o Londrina. O jogo na Baixada, imediatamente após a jornada na goleada sobre o Maringá (5×0), sugere favoritismo do Atlético.

Mas, lembro, que há duas semanas, os mesmos times jogaram na mesma Baixada, e o jogo terminou sem gols. Em teoria, qualquer análise, tem que adotar a premissa desse jogo, e não a da goleada de domingo.

É uma decisão em que a lógica vai jogar dos dois lados.

Significado

Em Berlim, o Brasil ganhou (1×0) do time reserva da Alemanha com um gol de Gabriel Jesus. Quando a Alemanha anunciou que apenas os titulares Boateng e Kroos jogariam, que o goleiro é o segundo reserva, e que o restante é da base olímpica, o fantasma dos 7×1 deve ter ganho vida.

Como seria depois dos 7×1 perder para os reservas germânicos?

Esse foi o único significado da vitória.

De resto, o Brasil jogou muito mais na conversa (longe de uma narração) de Galvão do que no Estádio Olímpico.

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