Conta

Ninguém passa impune transigindo com o erro, desprezando o desvio de comportamento, absorvendo os atos irresponsáveis.

O passado, remoto ou não, não deixa de ter consequências só por ser passado. No futebol, é arteiro e malandro. Ignorado, vive intensamente às escondidas. Quando retorna, faz estragos. Alguns, irreparáveis.

O passado está apresentando a conta para o Paraná. O rebaixamento para a segunda divisão estadual, e depois o risco em potencial em cair para a terceira divisão, nada mais são do que consequência do tratamento que recebeu desde que nasceu.

A ilusão anunciada como o “clube do ano 2000”, os títulos estaduais em sequencia, nada mais foram do que arranjos que todos os homens que o comandaram, desde a sua fundação, usaram para satisfazer vaidades ou interesses. Aquilino Romani, o atual presidente, é a exceção. Pelo menos não mentiu quando anunciou que o limite do Paraná era um time de 30 moedas.

E se o Paraná não for rebaixado? A angústia atual fará parte do passado?

Férias

Uma vez por ano, Paulo Baier sai de cena. Quando não é o músculo, é o joelho. Nada mais natural do que um atleta de 36 anos de idade ser derrotado eventualmente pela natureza. Baier é um leão. Pelas circunstâncias é impossível jogar regularmente. Sair de Cianorte e três dias depois jogar em Salvador não é para qualquer mortal. Aos 36 anos, mesmo sendo virtuoso como Baier, já é imortal.

Surge, então, uma outra questão. Chegou o momento do Atlético romper com essa dependência?    Romper, no sentido de transformar Paulo Baier em uma opção.

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