Para voltar ao poder Mário Celso Petraglia fez com “Os Fanáticos”, o que Chico Buarque conceitua como tenebrosas transações. Ontem, a organizada mandou o recibo para Petraglia, só que o Atlético é quem vai ter que pagar: pelos atos criminosos de sua torcida em Joinville, perdeu o mando de doze partidas, a metade de portões fechados.
Não existia nenhuma razão para o Atlético ser absolvido, e existiam todas as razões para ser condenado. Era reincidente, sem que Petraglia tivesse uma única iniciativa de censurar “Os Fanáticos”. Obrigou-se por contrato a recolher as custas para ter policiamento em Joinville, e não pagou. Sabia que haveria o confronto e continuou omisso. E continua omisso, sem tomar uma única providência formal para proteger o clube das organizadas.
A decisão foi boa, não porque foi apenas justa, mas porque poderia ser bem pior se não fosse o equilíbrio dos auditores. Não se influenciando pelo excesso (20 jogos) da denúncia, e sem correr o risco de dar uma pena que incentivasse a impunidade, aplicaram uma pena proporcional aos fatos, portanto, justa dentro dos recursos legislativos que tem.
Em 1997, o Atlético teve todas as suas atividades de campo suspensas pelo STJD, em razão de ato de Mário Celso Petraglia em tenebrosas transações, na época com o Departamento de Arbitragem da CBF. A pena só não foi cumprida, porque a motivação popular imprimiu natureza política, e aí o Atlético é muito forte.
Mais uma vez mandam uma conta salgada feita por Petraglia, que Furacão tem que pagar.
Tapetão
A Portuguesa não deveria perder os pontos. A denúncia do Dr. Schmitt teria razão com o uso previsto em lei da intimação fictícia, se não ocorresse dois fatos: de ter mandado lavrar o acórdão, e aí o prazo só começa a correr da juntada da peça, e porque na contradição entre a intimação fictícia, aquela feita depois do julgamento e a intimação formal feita na segunda-feira, prevalece a segunda em razão de que no princípio constitucional que trata da comunicação dos atos processuais.
Se o STJD julgar de acordo com o ordenamento jurídico integrado, inclusive a Constituição, a Portuguesa não perde os pontos.
De primeira: Na segunda-feira, escreverei sobre a criação da Fundação CAP.