Nelson Comel foi embora.Se era para ir, bem que poderia esperar só mais um pouco. Só alguns dias e então veria a sua Baixada pronta, bela e formosa. Nelson merecia mais alguns dias. Seria uma homenagem para quem testemunhou todas as Baixadas, subindo tijolo por tijolo como o desenho mágico da “Construção”, de Chico Buarque. Nelson Comel foi embora. A impressão é que levou com ele todo o ideal que Deus colocou como virtude no homem.

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Lá de cima Nelson vai ver um Atlético grandioso, mas carregado por um sentimento estranho à sua história, que é o ódio. Os impulsos fora de controle, escrevem nota em seu site oficial usando expressões rasteiras, que chocam uma história de sentimentos nobres como é a do Furacão. Usa-se um veículo que pertence ao Atlético (site oficial) para expor questões pessoais, cercada da covardia do anonimato. A oração de Barack Obama contra o racismo cai bem contra o ódio: “Quando ignorantes querem demonstrar sua ignorância, você não tem que fazer nada. Apenas deixá-los falar.”

Talvez, Nelson não precisava mesmo esperar mais quinze dias.

O seu Atlético era outro mesmo, sem a portentosa Baixada.

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Gol

O Coritiba, ainda sem Alex, jogada na tranquila e bela Poços de Caldas contra a Caldense, pequena, mas tradicional. Deve marcar o gol, que não marca há 180 minutos. Mas não irá afastar a dúvida, pois o Brasileiro é outra coisa bem diferente.

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Ontem ouvi uma entrevista com o goleiro Vanderlei, e ele disse que o importante é criar. É mania do jogador brasileiro em querer escapar com aparências perante o torcedor. O importante não é marcar, que é apenas a lógica e a consequência da criação.

O jogo contra a Caldense não vale para se ter um juízo de valor sobre a evolução do time. Contra o São Paulo, sábado, no Morumbi, é que serão elas.

E o Coritiba não aprende. Está para contratar Carlos Eduardo por um caminhão de dinheiro. Assim, atende ao pedido de Celso Roth, que atende ao seu empresário Jorge Machado.