Nem sempre o time que perdendo de 2×0 e consegue o empate, sai com o gosto de vitória. Não se pode dissociar o placar (2×2) das circunstâncias do jogo. O Atlético perdia por 2×0 em Salvador não porque o Vitória tinha virtudes, mas porque ele jogava cheio de defeitos. A defesa com Cleberson e Dráusio falhando em sequência, o meio-campo cheio de preguiça com Deivid e João Paulo, e Ederson perdendo gol, incentivaram o time baiano, que logo foi fazendo 2×0.

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Bastou corrigir os erros da zaga e de marcação no meio, com Felipe e Mosquito jogando e fazendo Marcelo jogar, que o Furacão ganhou o campo e empatou o jogo sem maiores traumas. E só não o ganhou porque o próprio Marcelo perdeu um gol.

Quando o empate se torna uma obrigação pelas circunstâncias do jogo, não serve de consolo.

Mosquito deve ganhar o lugar de Ederson. E o menino Otávio tem que entrar no meio, porque Deivid e João Paulo estão mal.

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Para um time que joga sem o fator campo e torcida, que influenciam em um campeonato marcado pelo equilibrio, o Furacão começou bem o Brasileiro.

Sem gols

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O Coritiba de Celso Roth é assim: marca, corre, domina, coloca bola na trave, mas não ganha. Com o Santos, empatou sem gols.   Disputou seis pontos, ganhou apenas dois e não marcou um único gol. No entanto, a sua torcida saiu do Couto Pereira cheia de ilusão, porque o time merecia ganhar do Santos. A bola na trave saída de uma bicicleta de Zé Love foi levada para casa como esperança.  Esquece-se que bola na trave é bola mal chutada. Não importa se foi de bicicleta ou de bico.

E não se culpe o rustico esquema de Roth.

Ao contrário, exalte-o porque é com ele que o Coxa consegue diminuir as limitações individuais. Mas para ganhar um jogo é preciso ter qualidade.