Consolo (sem esperança)

Na Vila Capanema, Paraná 1×1 São Paulo. Dos jogos do Paraná, não me lembro de um que tenha jogado tão bem ordenado e consciente. Vejam, não quero dizer que merecia ganhar. Mas não merecia perder, o que já é razoável para quem faz da derrota uma rotina. O professor Claudinei Oliveira pode, ainda, não ser um grande técnico, mas não é bobo. Consciente das diferenças com o Tricolor paulista, sofrendo o gol de Nenê logo no começo, não quis outra coisa depois do empate com o gol de Júnior: recuou o time e procurou uma bola para ganhar. E essa bola até surgiu, mas transformá-la em gol foi impossível, como continuará sendo com Rodolfo, Silvinho, e Grampola (coisa horrorosa). Restou a virtude de se defender, rebater e não sofrer o segundo gol, que esteve nos pés de Diego Souza e na cabeça de Trelles.

Quando um time carrega a lanterna, como o Paraná, e precisa ganhar no mínimo 10 jogos para não ser rebaixado, como o Paraná, jogar bem ou não é irrelevante. Em casa, é preciso ganhar. O melhor paranista em campo foi Alex Santana, sem dúvida.

E não tenho dúvida, também, que depois de Milton Leite, o melhor narrador dos canais fechados é Linhares Junior. A sua narração no jogo de ontem na Vila foi uma coisa espetacular.

Inconsciência

Não sei o que passa na cabeça dos dirigentes do Atlético. Criaram um fato para não sair o jogo em Chapecó, no melhor momento do time no campeonato. Criaram um crédito de jogos, mas não de pontos. E o que interessa são os pontos para sair da zona de rebaixamento. Agora, o Atlético obriga-se a ganhar do Grêmio e do Vasco na Baixada, porque depois terá que sair para jogar contra Palmeiras, Galo e Chapecoense. Petraglia deveria demitir o homem da logística, que é Márcio Lara.

Encruzilhada

Entre a esperança de voltar à 1ª. Divisão e o desespero de ser rebaixado para a 3ª. Divisão, há seis pontos. Eu sei, é chocante para o torcedor do Coritiba. Pode até parecer coisa de atleticano. Acreditem, não é. E não é só porque números são números, impossível de enfrentá-los com cor de camisa.

É porque o Coritiba, do professor Tcheco, que continua sem ganhar, estimula esse tipo de análise. Há cada rodada, ao invés de diminuir a diferença para cima, a diminui para baixo. Agora está igual. E no futebol quando não se ganha jogos como rotina, a tendência é ir para baixo. Cncordo que, no final, tamanha desgraça não vai e não deve acontecer. Mas é preciso fazer o mínimo: ganhar.

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