Se procuramos só virtudes em um jogo, encontramos só defeitos. E aí praticamos o erro de querer ir além da realidade. Mas se transigimos com o erro, por ser natural, então encontramos virtudes.

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Sem a condição de vê-lo perfeito, o Atlético me agradou na vitória de 1 x 0, em Pelotas, sobre o Brasil, pela Copa do Brasil. Ganhou a partir de ter a virtude da consciência de se adaptar às circunstâncias que o jogo exigia.

Ao invés do jogo técnico, foi para o jogo físico. Ao invés de trocar bolas, preferiu a velocidade. Assim, não teve nenhum constrangimento de igualar-se ao adversário. Quando dois times se tornam iguais pelo jogo físico, o mínimo de qualidade faz a diferença. Aí, o Atlético impôs essa virtude.

Até a vitória mínima, exigindo o jogo da volta, foi interessante. É que o Furacão, que não jogou nada a sério até agora, precisa do maior número possível de jogos. Mas não é possível ver esse Atlético de hoje sem associá-lo ao Atlético que precisará ser em maio, quando começará o Brasileiro.

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Manoel, João Paulo e Deivid foram no jogo, e continuarão sendo, as exceções individuais desse time, que tem carências manifestas nas laterais e no ataque.

Manoel continua sendo um dos melhores zagueiros do Brasil. Se estivesse jogando, estaria nesse Brasil de Felipão, que jogará na Bolívia.

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Interesse

Parece que a única obra de interesse público em Curitiba é a da construção da Baixada. Os vereadores, por não terem o que fazer, e para justificar o salário que ganham por duas horas diárias de trabalho, apontam um dedo para a mídia e o outro para o Atlético. Reuniram-se, ontem, para decidir ir ao Tribunal de Contas para exigir que o Atlético apresente o cronograma de obras e preste contas do dinheiro que está se gastando. Essa atitude não é para exercer o poder de fiscalização por interesse público, mas por interesse de cada um.