Claudinei de Oliveira será o técnico do Atlético em 2015.
Poderia não ser o esperado, mas era o mínimo exigido.
Então, o fato de Claudinei continuar é menos importante do que o ato praticado por Petraglia de manter o treinador. Pode estar sendo despertada no dono do Atlético a consciência de que o futebol atual é dependente de um projeto racional. E racionalidade não aceita improviso ou especulação. A boa notícia, então, é que Petraglia está se convencendo que também erra.
Mas para alcançar esse convencimento, a arrogância de Petraglia teve que apanhar: em 2013, teve que dispensar Ricardo Drubscky, só não perdendo a temporada porque Mancini a salvou. E, em 2014, improvisando com Ángel Portugal e especulando com Doriva foi salvo por Claudinei Oliveira. O acerto da sua contratação ocorreu porque não foi preciso pensar muito: Claudinei estava na cara, bastando olhar para o final da Engenheiros Rebouças.
O mínimo que se esperava, que é a permanência de Claudinei, pode tornar menos melancólica a temporada do Furacão a partir do jogo de hoje na Baixada contra o Santos.
Decisão
Os próprios coxas não esperavam que o Coritiba iria chegar à esta altura do campeonato dependendo apenas de si. Pois chegou e, talvez, aí se esconda o grande problema.
Toda vez que dependeu de si para se afastar da zona de queda, os coxas se deram mal. Só não começa a jogar hoje contra o Vitória entre os quatro últimos porque todos os seus concorrentes perderam.
Então, o mínimo que se espera do Coritiba, no jogo do Barradão, é não perder. Já será um fato extraordinário pois pode se afirmar que um empate será a solução de vida.