De repente, eu me vi torcendo pelo Paraná contra o Flamengo. Como às vezes tenho medo de coisas estranhas, pensei que tinha sido vítima de traição do inconsciente. Mas quando perdeu o seu pênalti, praguejei. Quando Richard defendeu o pênalti de Lucas Paquetá, vibrei. Quando fui dormir tranquilo, concluí que no meu inconsciente havia a consciência do que eu queria.

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É desse tipo de vitória, como essa contra o Flamengo, que é a maior instituição esportiva do Brasil, que o Paraná precisa. Não importa que essa vitória na sequência da Primeira Liga venha a isolar-se como eventual na sua história.

O valor de uma vitória como essa não depende do futuro. E se foi uma emoção eventual, digo-lhes que todas as emoções no futebol são eventuais, mesmo que sejam repetidas. É que a marca crava e não sai mais. As consequências de vitórias como essa, em razão do momento, do lugar, da sua forma brigada, sentida e querida, são imediatas. Repercutindo no espírito, recupera o orgulho do torcedor. Em especial, do torcedor do Paraná, que estava sob a servidão de irresponsáveis há tempo.

Agora contra o Atlético Mineiro.

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Por essas bandas, não há um meia como Renatinho.

Jogaria no meu time.

Cachaça

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Os deputados que aprovaram a liberação da venda de bebida alcoólica no estádios de futebol no Paraná devem ter ido festejar cantando a marchinha de Marinósio: “Você pensa que cachaça é água? / Cachaça não é água não / Cachaça vem do alambique / E água vem do ribeirão…”.

Por que tanta alegria? Talvez, a resposta seja encontrada em Getúlio Vargas: “Um parlamentar não sai de graça do seu gabinete para votar uma lei”.

Voltemos à marchinha de Marinósio: “Pode me faltar tudo na vida / Arroz, feijão e pão / Pode me faltar manteiga / E tudo mais não faz falta não / Pode me faltar o amor / Disto eu até acho graça / Só não quero que me falte / A danada da cachaça”.

Piada pronta

O jornalista Luiz Ferraz produziu uma matéria na Tribuna que ganhou o título: ”Coritiba foge da crise em Atibaia e jogadores aprovam período sabático“.

Seria uma chance de escapar da pressão, porém, ontem mesmo o Coxa desistiu de ir para Atibaia e vai ficar por aqui mesmo para se preparar para o Atletiba do dia 10 de setembro, na Arena da Baixada.