Não é hora de escrever bem, se é que eu escrevo alguma coisa. É que angustiado não sei se rio ou se choro. Talvez seja indiferente, pois a motivação é a mesma: o Atlético começa a decidir a Libertadores da América com o São Paulo. Só o torcedor que um dia vive esse momento, poderia explicar o seu significado. Por ser cheio de limites, eu não consigo explicá-lo. É tão grande, que não cabe em mim.
Pode ser um fato surpreendente. Nem toda a surpresa tem natureza ocasional. No fundo, algumas, como essa, nasce de uma realidade que gera a esperança.
Não vamos divagar sobre o jogo, por ser um jogo de superação, no qual as teorias técnicas e táticas transformam-se em especulação, que se submete a alma. Por enquanto só existe uma verdade ditada pelos números, e que já coloca o Furacão como clube de ponta passando as fronteiras.
O Atlético está em 31.º lugar no ranking da Federação Internacional de História e Estatística do Futebol. Foi eleito o clube do mês desta entidade alemã, passando o Liverpool, que ganhou a Copa da Europa. No ranking "Folha de São Paulo" criado pelo excelente jornalista Rodrigo Bueno, largará no Top 100 desta lista histórica. No ranking da Conmebol para os clubes brasileiros, hoje é o 13.º, com 56 pontos.
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Vamos ao jogo.
Apesar do ambiente gaúcho favorecer o Atlético, não se pode negar que a trapaça de tirar o jogo da Arena, subtraiu o efeito mais importante do time: o ambiente que desequilibra e faz o jogo tender ao Atlético. A torcida induzida como será a dos gaúchos, não exerce a influência da torcida apaixonada. Pode gritar um tanto, gritar mais um pouco, mas não gritará sempre. Afinal só se grita por quem provoca sentimentos.
Esse jogo no Beira-Rio, em tese, pode ser igual. A aparente superioridade do São Paulo pode desaparecer diante da marcação, do combate e da velocidade que são as marcas desse Atlético de Lopes. Só que vai chegar a hora em que o Atlético precisará jogar.
Desconfiado, termino a coluna pensando em Lima.