Eis a pergunta que os tricolores do Paraná fazem a si mesmo: Libertadores é verdade? É verdade, responde um frio e imparcial assistente do sonho alheio. É verdade, mas não é uma verdade ilusória buscada em ocasião de oportunidade, por isso, e muito menos, uma verdade em que se cavando se encontra dúvidas.
Sem saber se riem ou se choram esses tricolores, em dúvida, perguntam insistentes: mas afinal, que verdade é essa? É uma verdade verdadeira, responde o solidário, frio e imparcial assistente da alegria alheia. Verdade verdadeira é aquela que se vê que se apalpa que se pega, e que parecendo matéria se infiltra na paixão, e permite ao torcedor fazer de um momento, a eternidade.
A última imagem não pode ser a do último fato. No futebol é aquela por todos os fatos do início ao fim, e então reunidos para oferecer o projeto final. O empate sem gols com o São Paulo, o jogo de retração por causa do medo da mentira, o desespero do quase gol do Vasco em Florianópolis, nada apenas foram elementos da composição final da grande conquista.
Caio Júnior foi o grande líder.
Fez o papel de tudo e de todos: do técnico, que sem medo e sem convenções viciadas, se tornou um criador da ordem do jogo, e sempre a última esperança; do psicológico, que se fez crer, quando é dificil crer, porque descrença está dentro da própria casa; do dirigente, que indo além das obrigações do técnico, editou e tornou público um vídeo denunciando o erro da arbitragem. E, nunca mais se errou contra o Paraná.
Caio Júnior é um desses profissionais, que está em extinção. Por natureza pessoal, não sabendo esconder os sentimentos, age com tanto idealismo no exercício da profissão, e na busca do objetivo, que às vezes parece um amador.
No campo, quatro destaques: o goleiro Flávio, o zagueiro Gustavo, o volante Pierre, e o atacante Leonardo. Cada um ao seu tempo, embora Gustavo e Flávio fossem em todos os tempos.
Aos tricolores da cidade, parabéns de um assistente frio, imparcial, solidário, e já experimentado nesse tipo de conquista.
Esta coluna eu dedico ao João, ao Ezequiel, ao Nando, e ao João ?encanador?, velhos amigos e paranistas da portaria e da manutenção da Galeria Ritz.