Confusão

Houve dois jogos entre Atlético e Flamengo ontem em Volta Redonda. Um, não necessariamente o primeiro, aquele em que o Atlético perdeu por três a zero com a influência da arbitragem; o outro, aquele em que o Atlético merecia perder mesmo com uma arbitragem normal.

Mas não podemos divagar e especular em busca de argumentos para a derrota final. É que os dois jogos não podem ser dissociados: aquele que o Atlético perdeu, porque o segundo gol do Flamengo foi em razão de um impedimento escandaloso de Ibson, foi conseqüência do outro Atlético que merecia perder. Então, este necessariamente passa a ser primeiro, o que nos remete à conclusão, que a influência da arbitragem agravou-se com o péssimo futebol do time atleticano, incluindo nele o pênalti perdido por Jádson quando o jogo mal tinha começado.

A causa imediata para o mau jogo foi a ausência de Marinho. A indisciplina tática de Rogério Correia bagunça qualquer sistema. A zaga jogou em linha e qualquer lançamento alcançava Jean ou Negreiros em condições de marcar. Por isso, em vinte minutos o Atlético técnica e emocionalmente já estava derrotado: no primeiro gol, o goleiro Diego falhou, mostrando que não sabe decidir uma jogada quando precisa cortar o cruzamento; depois, Jádson perdeu o pênalti, seguindo-se o gol impedido de Ibson.

A saída de Alan Bahia para a entrada de Ilan teve um resultado prático contrário à intenção do treinador Levir Culpi. A marcação cedeu, deu liberdade ao Flamengo, e Ilan voltou disperso. O resultado foi que o time carioca fez o terceiro, e tornou tão fácil o jogo que o Atlético correu o risco de sofrer uma goleada.

Volta

Não vi o jogo do Coritiba contra o São Caetano. Ouvi Valmir Gomes na Rádio Clube fazer críticas aos espaços entre setores do time de Lopes. Então, ficou a vitória, 1×0, como conseqüência, o que a essa altura do campeonato é importante na ocasião. De repente os espaços continuam e não se ganha.

Mas que a vitória sobre o aspecto de competição foi grandiosa não há dúvida. Não é sempre que esse São Caetano perde.

Lama

Aos poucos o Paraná vai afundando na falácia do seu treinador Paulo Campos e na lama do Pinheirão. Na locução de Paulo Campos, o Paraná joga bem mais do que no campo, como no empate com o Botafogo, 1×1.

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