No mínimo, o fato é mundialmente inusitado: um jogador idolatrado pela torcida não pode ir treinar porque foi notificado para comparecer em juízo por seu clube. Dagoberto, que deveria hoje treinar regularmente para sair da péssima condição em que voltou, terá que ir a Justiça do Trabalho e oferecer defesa na ação que o Atlético lhe move.
Já entrei no mérito e minha opinião não mudou: o Atlético tem razão sob o aspecto legal. A prorrogação do vínculo deverá ser mantida, porque a lei que se aplica é a da época do contrato, mesmo estando revogada.
Mas essa, por ser previsível a preservação da ordem liminar, não é a questão. O problema está na absoluta falta de sensibilidade das pessoas envolvidas dos dois lados pelos elementos ocultos do negócio. Até parece que um interesse está sendo protegido por alguém. E esse alguém é um senhor de nome Marco Aurélio de Abreu Rodrigues e Silva, detentor de 25% dos direitos sobre o vínculo de Dagoberto, em documento a qual todos anuíram, inclusive o jogador. No documento só não entendi porque o Atlético anuiu sem querer exercer a sua preferência, que tem pelo contrato com o PSTC.
De qualquer maneira, a vitória jurídica de um ou de outro, na prática não vai resolver o problema de ninguém.
Decisão
O goleiro Flávio, influenciado por um empresário, por uma pequena diferença pode prejudicar uma fase importante da sua carreira. Não foi o Atlético Mineiro que o procurou desta vez, mas foi um empresário que o ofereceu. E veja o leitor: sem Flávio saber. E, o goleiro, quase acreditou no conto do vigário por causa de cem mil reais à titulo de empréstimo do passe.
Flávio deve entender que já não está mais na idade de correr risco. Existem clubes que transformam o contrato de trabalho em contrato de risco: só pagam quando ganham.
Existe outra questão que deixo em forma de pergunta: se Flávio estivesse no Atlético ou no Coritiba, em segundo lugar no campeonato, teria sido procurado por um time de segunda divisão?
De primeira: Onaireves Nilo Rolim de Moura é literalmente um gato: tem sete vidas. Se não fechou, vai fechar um contrato com a Associação das Escolas de Samba do Rio de Janeiro para fornecer com exclusividade penas de avestruz. Valor da pedida de Moura: dois milhões de reais. E os sambistas vão topar. De bom humor, já absorvendo o drama do presídio, Moura se apresenta para os íntimos como "tigrão".