O Atlético deve ganhar do Figueirense no jogo de amanhã na Baixada. É que entre dois times ruins, também prevalece a lógica: em tese, ganha o menos ruim.
A vitória será comemorada, a torcida gritará o nome de Alan Bahia, e assim a diretoria atleticana continuará administrando o sentimento da torcida. É quando a ilusão se torna uma espécie de fraude à paixão.
É Aí que surge a grande questão que poucos percebem: o conformismo com esse estado atual. A derrota é imediatamente absorvida pela vitória na Baixada, como os seus reflexos já tivessem sido paralisados.
Isso em sociologia é o que dá o conceito de conformismo, um meio para se auto iludir: zeram-se o descontentamento e as angústias, nascendo a sensação de que tudo será diferente.
Perigoso engano: a vitória na Baixada, que já não é freqüente, não está mais conseguindo enfrentar os números negativos. A cada rodada, o Atlético cai na classificação.
O Atlético está perdendo a única arma que tinha: a independência da sua paixão. O conformismo permite tudo: a camisa alvirrubra, a identidade de CAParanaense, e a derrota.
Provação
No jogo da Vila Capanema, o Paraná joga tudo contra o Corinthians: três pontos, o juízo de convencer sobre a sua evolução, e a prova definitiva que começou a lutar por uma das vagas para o acesso.
E parece que as coisas estão mesmo mudando para o Paraná. Toda situação será jogada no momento de que evolui tecnicamente, e que o Corinthians faz o caminho inverso. Perde.
Um grande jogo na Vila.
Perigo
O Coritiba ganhou do Ipatinga porque o árbitro lhe ajudou não lhe punindo com um pênalti, e porque tinha o único que poderia decidir em campo, Carlinhos Paraíba.
Mas nem sempre as ajudas individuais de Paraíba e um árbitro concorrem ao mesmo tempo. Aí o Coritiba, é mais provável, perde.
O jogo de Recife, contra o Náutico, exige outros fatores concorrentes, que parece não estarem presentes no time de Júnior.