Ricardo Khoury passou a vida tratando dos outros. Perdeu tempo, e quando viu não tinha tratado de si.

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Foi embora.

Em ?Confissões?, Santo Agostinho ensina que ?para saber se a ausência de um bem me deixa indiferente ou me entristece, é preciso que ele me falte?. A dimensão da tristeza ao mundo que Ricardo deixou, já varou a noite, e agora a ganhar proporções da falta de quem tinha a doença de dividir a alma.

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Não pensem que sou contra Mário Celso Petraglia. Confesso que se fosse um historiador do Atlético, na bala de acertos e erros, escreveria sobre um herói.

Talvez por isso que eu lhe seja severo em algumas críticas.

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O que não entendo, é que ele não tenha o mínimo interesse de preservar essa sua biografia. Se o Atlético for rebaixado com Petraglia no comando, seria um contraste nessa história. É que o passado no futebol, por mais que seja brilhante, vale pouco, quase nada, ou nada, diante de derrotas presentes no campo.

Mas não é a derrota em si que o provoca, mas o comportamento passivo perante a instituição. Mário precisa com urgência transmitir paz à torcida. Basta falar o que pensa nesta altura do campeonato.

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Um dia a torcida organizada do Paraná ameaça o presidente Miranda. Outro dia, a torcida organizada do Atlético vai ao aeroporto dizendo levar uma mensagem ?pacífica? aos jogadores.

O mais grave é que a diretoria do Paraná remunera com ingressos a torcida, e o Atlético voltou a lhe fazer carinho, levando-a inclusive a visitas no CT do Caju. Logo o Atlético, que queria a extinção das organizadas. O convite não foi espontâneo. Foi proposital, porque depois de fiscalizar jogadores, o torcedor vira-se contra o dirigente. É uma relação temerária entre clubes e organizadas.

Não sou contra essas torcidas. Mas elas devem resumir as suas incursões ao ato de torcer. E os clubes guardarem a soberania.