Confiança

Os atleticanos perguntam-me: é possível confiar nessa oposição à Mário Celso Petraglia? Respondo recorrendo a uma velha e duradoura lição de vida, que João, meu pai, me ensinou: sempre em guarda. E nessa postura afirmo que se essa oposição não dá plena confiança, porque é da natureza de qualquer oposição provocar dúvidas, é a ela a quem o Atlético deve ser confiado.

As razões para essa conclusão são criadas pelo próprio Petraglia a partir do fato de que se fosse o candidato a presidente, não haveria oposição. Ocorre que não é. E Sallim não tem capacidade para tomar decisões, o que declara a sua voluntária submissão a Petraglia. E esse não vai mudar, por ser da sua confessada natureza o seu desgosto pelo futebol como esporte.

A maior prova dessa verdade é o fato de que Sallim já garantiu que, desde que eleito, o comando do futebol continuará com Márcio Lara e Paulo Carneiro. Dito de outra forma: antes de ser eleito e antes de assumir, Sallim já se comporta como subalterno. Se não é isso, quer tratar os atleticanos de hipócritas, ao anunciar a manutenção de dois especuladores de futebol, cujos números de 2015 são assustadores.
Insistem os atleticanos: dá para confiar na oposição?

Petralia me dá a razão para dizer sim.

Treinador

O Coritiba vai anunciar Gilson Kleina como seu novo treinador.

Eis o histórico recente de Kleina: rebaixou o Palmeiras, rebaixou o Bahia e agora rebaixou o Avaí. E os reflexos de Rogério Bacellar são tão contidos que, ainda, deixa Pachequinho como assessor de Kleina. O fantasma de Pachequinho vai derrubar o novo treinador na primeira sequencia de fracassos.

Volto na sexta feira.

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