Condições

Um asterisco no nome do Londrina, porque está suspensa a decisão que lhe subtrai seis pontos, coloca sob condição o cruzamento dos times para a fase eliminatória do Estadual. Como já havia previsto, a condição invade diretamente a esfera de interesse do Paraná: se o Londrina recuperar os seis pontos, o que não será justo sob o aspecto jurídico, irá terminar na liderança, o que seria justo sob o aspecto técnico, por ter sido o melhor time. O Paraná deve e tem a obrigação de intervir como terceiro no processo, pois o primeiro lugar implica em benefícios do regulamento. O grande clube marca, também, por atitudes.

A Justiça no futebol, também, tem objetivo de realizar valores, sem considerar o justo técnico. Se Germano jogou irregular como jogou, é justo que o Tubarão continue sem os pontos. Evitar-se-á a anarquia, pois estará se rasgando a lei que consagra um dos princípios base do Direito Esportivo, que é a notificação presumida de uma decisão.

O julgamento alcança em cheio o interesse técnico do Atlético, que foi apresentado como o grande favorito ao título. O que seria melhor para o Furacão: jogar contra o Londrina ou contra o Coritiba? Não sejamos, nós atleticanos, orgulhosos. A resposta tem imediata: o Londrina, sem dúvida. Não por ser inferior tecnicamente, ao contrário, nesse campo, foi superior a todos. Não por ter o Coritiba um time com poder de jogo, é limitado. É que a resposta exige se afastar do campo técnico, reclamando uma composição em que o elemento emocional é o seu núcleo. Restam, ainda, alguns fragmentos do trauma provocado pela última derrota para os coxas, na Baixada (2×0). O Atlético não está preparado para dois Atletibas. Há um novo treinador, que precisa arrumar os sistemas de marcação e de defesa, e recuperar Walter. Um novo fracasso, que em Atletiba está na cota da lógica, seria a humilhação definitiva para uma geração de atleticanos que está crescendo sob o estigma da derrota.

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