Certa vez, um treinador famoso afirmou que tinha grandes “dificuldades para ver um jogo do banco”. Confesso que até hoje não consegui entendê-lo. Era Paulo Autuori, o novo técnico do Atlético. É bom que se esclareça ao torcedor atleticano que não deve fazer juizo com ele falando. Quando busca expor argumentos, às vezes, expressa conceitos tão profundos, que obriga a adotar regras de interpretação para ser compreendido. Lembra muito Sebastião Lazaroni.

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O seu histórico de conquistas importantes faz muito tempo que foi encerrado. O mais recente o inclui no mercado dos excluídos dos grandes centros – daí, ter que ser recebido com reservas. Mas qualquer treinador, tratando-se do Furacão, tem que ser recebido assim, com reservas.Em regra, ele acaba se tornando vitima do contraste entre a fabulosa estrutura física com a carência de homens e de idéias. Não há clube do mundo que desperdice tão bela estrutura como o Atlético em razão da falta de capacidade para tocar um negócio que se chama futebol.

Se não for já criada a consciência de que não se forma time com Thiago Heleno, André Lima, Anderson Lopes, Roberto e outros que são tirados da cartola, Paulo Autuori será apenas o segundo técnico do ano de 2016. Por todas essas circunstâncias não é possível afirmar que o Atlético tenha contratado um grande técnico. Talvez, o grande técnico para o Furacão de Petráglia ainda não nasceu.

Explicação

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O treinador Gilson Kleina deu como motivo relevante para a vitória do Coritiba sobre o Paraná o fato dos jogadores receberem os salários atrasados. Kleina precisa explicar melhor, porque da forma como ele afirma, autoriza a interpretação de que ao contrário, se não houvesse o pagamento, a derrota era o provável.

Sei que Kleina não quis dar essa interpretação. Mas tratando-se de futebol, em que a imagem do jogador hoje é associada unicamente ao benefício financeiro, o torcedor acredita que é isso mesmo: só ganha porque recebe em dia.
Kleina deveria explicar melhor o que quis dizer.

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