Não sou contra os agentes no futebol. Sou contra os investidores. E ninguém melhor os definiu com correção como o treinador Luiz Felipe Scolari, do Palmeiras: agiotas.

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Com esses, não há riscos. Eventuais perdas são absorvidas pelos lucros extraordinários decorrentes do valor investido e do tempo da valorização do jogador. O clube tem que pagar o salário em dia, sob pena de perder os direitos e lhe ser exigida uma indenização, recolher os encargos sociais e enfrentar todas as obrigações decorrentes do contrato de trabalho.

Foram os casos do CAPA no Atlético e d BASE no Paraná. Só ficam à espera do beneficio futuro. E pior: as diretorias não se insurgem contra esses contratos nulos.

Mas já há uma esperança. O Santos discute os direitos de Paulo Henrique Ganso, cedidos ao investidor que há dois anos pagou 100 mil reais. Hoje avalia “seu patrimônio” em 20 milhões de euros. Nem agiota tem esse lucro.

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A reforma da Lei Pelé torna nulo qualquer documento de estranho, que implique em intromissão da relação associação e atleta. Os clubes, portanto, têm culpa. A lei é um instrumento, mas pelos mais diversos motivos, não o usam. Felipão está quase certo. Os investidores são mais daninhos do que agiotas.

Final

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O meia Rafinha, do Coritiba, teve confirmado pelo Tribunal Regional do Trabalho a sentença que o liberou em definitivo do São Paulo. Ganhou, também, uma indenização que bate nos 300 mil reais. Interessante que o tricolor paulista sempre desprezou o jogador. Agora que Rafinha explodiu de uma vez, o São Paulo veio com tudo.

Nos últimos anos apenas os jogadores Oscar (Inter) e Rafinha conseguiram ganhar ações sobre os seus direitos contra o maior clube do Brasil. Os Coxas não correm mais risco de perder o seu craque.