Compreensão

1ª) Não são eventuais os apelos do Atlético para sair da marca atual de 24 mil sócios e alcançar a de 40 mil. Esse objetivo parte do princípio equivocado que é o de esgotar o torcedor não como integrante do patrimônio, mas como simples consumidor.

Só assim se explicam as contradições em matéria de média de público na Baixada. A primeira é a de que tendo 24 mil sócios, o Furacão não sensibiliza mais do que uma média de 15 mil torcedores para irem aos seus jogos. Mais grave é que esse fato ocorre com o clube jogando no estádio mais confortável do Brasil e fazendo uma campanha que o mantém entre os primeiros no Brasileiro.

Esse fato vem provar que o marketing foi e continua sendo a grande deficiência do clube. Das duas uma: ou o marketing não sabe fazer, ou sabe mas não o deixam fazer. Conclusão: antes de apelar para ter 40 mil sócios, o Atlético precisa apelar para ter a média de 24 mil torcedores, que já pagam, nos jogos da Baixada. Por enquanto, não consigo entender.

2ª) Coisas estranhas acontecem no andar de baixo do Coritiba. O bom atacante Iago, com potencial de ser grande em um breve futuro, de repente sumiu do clube. Depois de muita procura foram descobrir que ele estava escondido no alojamento do Beira-Rio, Internacional de Porto Alegre. Só não entendi como o menino foi parar no Beira-Rio, se o professor Mauricio Andrade, CEO do Coritiba, é irmão de um dirigente do Inter. Para recuperar o jogador que era seu, o Coritiba teve que pagar 100 mil reais. Gostaria de entender.
Outra coisa estranha aconteceu com o menino Raphael Veiga, o melhor jogador do time na vitória sobre o Sport. O empresário Zini queria transferi-lo para um time de nome Tombense, que pertence a Eduardo Uram. Só não conseguiu porque o empresário Luiz Alberto Martins de Oliveira Filho interveio, convencendo o jogador ficar ano Couto. E, assim mesmo, o executivo Alex Brasil não soube fazer o contrato. O que era para ser por três anos foi feito por um ano e meio. Como se renova por apenas um ano e meio se faltando seis meses para terminar o contrato o atleta pode assinar um pré-contrato com outra associação? Gostaria de entender.
Não foi assim que Petraglia ensinou.

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