Compra e venda

Criticava-se o Atlético porque só tinha Bolicenho no futebol. Agora tem Bolicenho, Adur e Zimermann. São três que pensam iguais. São três que erram praticando o mesmo ato.

Um dia desses, o senhor Zimermann falou que “ele pertence ao departamento de compras e não ao de vendas.” Com o negócio de Rodholfo, o “departamento de vendas”, trará perto de 30 milhões de reais, exatamente o que o clube vai precisar para pagar a sua parte no convênio com o poder estatal para garantir a construção da Arena.

No entanto, o “departamento de compras”, que para o Brasileiro já havia contratado 12 jogadores, não teve critério para avaliar a permanência de Sérgio Soares e, sem consciência própria, apenas por informação do treinador, inchou o plantel. Os exemplos do péssimo comando de futebol do clube são diários.

Às pressas, contratou um goleiro de nome Sílvio, que não jogou no Internacional, e cujo currículo aponta o Cianorte como seu limite. O argumento é o de que o jovem Santos está criando dificuldades para renovar contrato.

Mas assim serão todos os juniores no Atlético ou em qualquer outro grande clube. Ontem mesmo, o Internacional anunciou a renovação do atacante Leandro até 2015. Se na primeira dificuldade para manter um jovem, busca-se uma reposição no mercado, onera ainda mais o investimento nas bases. Do time contra o Arapongas, somente João Carlos, Manoel e Deivid foram revelados no Caju. Há muito tempo isso não acontecia.

O futebol atleticano, ao invés de usar os jovens como reposição, principalmente em um campeonato estadual, prefere repor com boleiros como Alê, Marcos Pimentel, Wescley, Helan – jogadores livres de clube, que pertencem a empresários.

O senhor Zimermann, pelo menos, tem vida presente dentro do clube. É importante. Talvez, agora, que Chico foi embora e Rhodolfo irá, a missão de um outro esteja terminada.

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