Os coxas, com auxílio da sua mídia, insistem que o “Atlético é eterno vice”. Talvez, queiram imprimir nos atleticanos o “complexo de vira-latas”, expressão que Nelson Rodrigues consagrou para dar conceito ao pessimismo de uma torcida.
Enganam-se os coxas. O motivo da ausência de títulos do Furacão não é a submissão, não é a falta de fé e nem a pobreza de sentimentos. Se há um estado que os atleticanos nunca aceitaram foi o da submissão, e se há um espírito que não têm é o de pobreza. Nunca aboliu as certezas da vida. Jamais deixou a confiança entrar em colapso.
O motivo da falta de títulos é exatamente o contrário do que se pensa: é o orgulho de ter a maior torcida, o melhor Centro de Treinamentos, a arena mais moderna do Brasil, que o colocam em estágio superior na terra do doutor Sergio Moro. Dito de outra forma encontra-se o problema da sua carência por títulos: tudo o que concerne ao Furacão, as suas doses de alegrias e de tristezas, as suas tragédias, os seus sonhos e as suas ilusões valem o dobro. Esse é o sentimento complexo que o atrapalha.
Talvez, se os atleticanos disfarçarem, fazendo de conta que acreditam estar possuídos pelo “complexo de vira-latas”, joguem a final com humildade. E humilde e consciente de que não tem “o melhor time do mundo”, o Atlético deve ganhar esse título.
Devendo
Um gol de pênalti durante um jogo é diferente de um gol na decisão por pênalti. Então, ao contrário do que pensa, Walter ainda não fez gol nessa temporada. Se lhe contarem a história do Atletiba vai aprender que um gol no clássico decisivo, talvez, ganhe mais valor do que 50 gols durante todo o ano. O problema é que o Atlético se profissionalizou tanto que não tem mais contador de sua história.
De primeira
No monta e desmonta, que o Paraná faz todo o final de um torneio, Claudinei Oliveira terá que remontar o time para a segunda divisão. Dizer que há um boa base formada é ignorar a exigência da Segundona.