Comparações

Não quero fazer nenhum juízo de valor dos candidatos à presidência do Coritiba. Mas toda a vez que ouço, vejo e leio os debates sobre a sua eleição, lembro-me de Mário Celso Petraglia. A lembrança se torna obrigatória e quase natural porque, em razão da rivalidade com o Atlético, as comparações tornam-se inevitáveis.

Não importa a opinião que se tenha sobre Petraglia, seja ele santo ou demônio, caudilho ou presidente, importa que da sua forma ancorou o Furacão entre os maiores do Brasil. Às vezes intraduzível, virou um simbolismo do poderoso, do idealista e do negociante que tornando-se quase a metáfora da esperteza, torna-se indispensável.

Petraglia hoje é para os coxas, o que Evangelino foi ontem para os atleticanos. Evangelino criou esse mesmo simbolismo, lustrando-o até torna-lo um mito. Não estou revisitando o passado, mas apenas lembrando o que sentia. E, assim, a cada dia que passa é possível afirmar que os coxas carregam o medo do Coritiba se tornar o Atlético de ontem.

Fazia tempo que não iam para uma eleição, preocupados com comparações que provocam angústia. Certo estão os franceses, quando pregam que a verdade não é primeira; ela é uma desilusão.

Outras coxas

1ª – Alex, agora, demonstra seus atributos pessoais. Ao exercer o seu direito de tornar público o seu voto a favor da oposição, não criticou Vilson Ribeiro de Andrade, respeitando-o. Só que Alex foi muito genérico ao firmar que “a oposição é boa para o Coritiba”. Mas por quê?

2ª – Das duas, uma: ou Bacellar e Vilson Ribeiro de Andrade propositadamente esconderam o fato ou desconheciam o fato. No momento em que debatiam, o Coritiba perdia o treinador Marquinhos Santos. E ambos prometeram mantê-lo.

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