Comparações entre pessoas e fatos, quando desafiam o tempo, exigem o mínimo de lógica. Andei lendo, em um desses sites de celebridade, que a atriz Bruna Marquezine, se é essa a expressão que lhe possa ser correta, pode ser para Neymar, na Copa da Rússia, o que Elza Soares foi para Garrincha, em 1962, no bicampeonato do Chile. A comparação quer forçar a conclusão de que Neymar pode ficar confuso quando tiver que resolver situações difíceis para o Brasil. Infeliz comparação, e o imortal Ruy Castro que o diga.

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Não há referências no presente, e nem haverá no futuro, para comparar Bruna com Elza: essa, segundo os ingleses da BBC, foi a melhor cantora brasileira de todos os tempos. Hoje, aos 88 anos de idade, continua lotando auditórios, despertando até a curiosidade dos adolescentes sertanejos. Bruna é, ainda, uma jovem cheia de graça, que tenta ser uma atriz. Já Garrincha foi daqueles que, ainda vivo, já era uma lenda. Mas essa não é a principal questão. Elza fez mal a Garricha?

Voltei à obra maior de Ruy Castro, “A Estrela Solitária”. Mas foi na sua crônica “Trinta anos após, Garrincha não morreu”, no jornal “Folha de São Paulo” (20/01/2013), que o imortal escritor escreveu sobre os mitos da vida do genial ponta direita. E nesse ponto, conclui: “Sem Elza, Garrincha teria ido muito mais cedo para o buraco”. É possível afirmar, que Elza ajudou Garrincha a ganhar sozinho para o Brasil, o bicampeonato, em 1962.

As coincidências precedem as comparações. Neymar está jogando bola como nunca jogou.

Lógica

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O treinador Rogério Micale, do Paraná, ofereceu um motivo no mínimo inusitado para o seu otimismo: o jogo da derrota para o Flamengo, 2×0. Inusitado porque, regra geral, a derrota nunca é motivo de otimismo. O treinador poderia ter um outro motivo mais lógico: a derrota foi no Maracanã lotado, para o líder do campeonato. Quando se fica otimista com um fracasso, está se agarrando “em fio elétrico”.