Não pense o leitor que eu vejo tudo com os olhos críticos, já preparados para ver o que há de ruim. Confesso que ando me esforçando para extrair pelo menos um fato que incentive ao otimismo. Mas não arregalo os olhos para qualquer coisa. Vejam só como anda o Atlético, o maior do que temos por aqui: vai jogar na Espanha, e perdendo para os primários angolanos e chineses, e empatando com coreanos, fica na lanterna de um torneio. Estreia no Estadual, e empata (0x0) contra um semi-amador Cascavel, que, ainda um dia desses, estava na terceira divisão. E nem se desculpe o Furacão porque está jogando com um time sub-23. Digo isso porque se somar o que está jogando lá fora ao que jogou em Cascavel, não dá onze. Se o torcedor fizer um retrospecto, vai lembrar que o Furacão não ganha há um mês, jogando com dois times.
É fato: o Atlético nada mais é do que o resumo de tudo que está por vir para nós nessa temporada. O Coritiba, inclusive, está abaixo, pois, não tem nem a ilusão do “sub-23”, um artificio atleticano. Os coxas ficaram treinando 15 dias em Atibaia para usar um esquema em Rolândia: o chuveirinho. No sábado, ganhou do primitivo Nacional, em Rolândia (2×1) porque era impossível não ganhar.
Veja só se eu não tenho razão de tanto desalento. Atlético e Coritiba se uniram para anunciar um contrato de publicidade com a TIM que vai render a cada um R$ 1 milhão por ano, ou 83 mil reais por mês. Isso se não tiver um atravessador no negócio. Não se paga o salário de um grande jogador.
Grande
Mário Celso Petraglia bateu de frente com o sistema e decidiu convidar Paulo André para vir encerrar a sua carreira no Atlético. Paulo está sendo vitima da CBF por comandar o Bom Senso, que contraria os interesses dos dirigentes. Entendo que Petraglia vai praticar um ato de grandeza, pois Paulo André ainda tem recursos técnicos. Dará prestigio e será uma reserva futura para algum comando no Furacão.