A geração de Ronaldo, campeã do mundo em 2002, não foi pródiga em craques. Ronaldo, Rivaldo e Roberto Carlos foram os únicos ícones. O nosso Alex poderia ter sido outro, mas apesar das 40 vezes que jogou na seleção brasileira, não foi a um mundial. Foi vítima de si próprio, por se conformar eternamente com a injustiça que todos os treinadores lhe fizeram. Se tivesse jogado a Copa do Mundo de 2002, teria ficado, abaixo de Ronaldo, mas na mesma linha de Rivaldo. Mas Alex nunca protestou ou fez marketing.

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Dos ícones, só em Ronaldo, por ser fenômeno, ainda há vida.

A geração de Kaká e Ronaldinho Gaúcho ficou resumida aos dois. Sem eles, é uma geração de comuns, de disponíveis, de quase vulgares. Todos os outros são acessórios. Alguns sequer, são coadjuvantes. A prova está na Venezuela, cujo time dirigido por Dunga, de Brasil só tem a camisa.

Mas pense o leitor que sobram muitas outras opções que teriam sido desprezadas por Dunga. Uma ou outra, com certeza; três, talvez, mas nenhuma unanimidade.

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Não se deve lamentar o fim de uma geração, porque o futebol por requerer a condição física, é temporal. A questão principal, então, não está no fim, mas no começo de um estado pobre, em que a produção de craques ou simplesmente grande jogadores é nula.

O motivo está na generalização do fato de que o jogador não se revela para o clube, mas sim para negócios. O patrão do negócio deixou de ser o clube, e sim o agente da ponta e o agente do fim.

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A formação do jogador é finalizada sem atender, alguns princípios fundamentais, não para repor, mas para atender à demanda do mercado externo.

E aí entra o sistema oficial, que só respeita a seleção brasileira como trânsito para grandes negócios, e não como reflexo das grandes revelações dos nossos clubes. Por isso, não se enganem que Dunga ficou muito triste com o pedido de dispensa de Kaká e Ronaldinho. Foi o mote para convocar um Josué e um Júlio Baptista, que buscam alternativas de mercado no exterior. Esse estado, repito, não é eventual. É produto de interesses. E nem saí de Curitiba para buscar exemplos.

Vejam o caso do Atlético, que mais me diz respeito.

O seu infantil vai jogar por um time de sigla Capa, lá de Quatro Barras, que treina no ?Sítio do Caqui?, onde está se erguendo um portentoso centro de treinamentos, cujo dono oficial é o mesmo parceiro do PSTC, Marco Aurélio. Aliás, esse cidadão é o ?Midas? moderno. Outro dia eu explico.

Saio do exemplo e volto ao assunto geral. Não tem solução em curto prazo. Um clube como Atlético, que há 15 anos diz trabalhar para revelar jogadores, não poderia entrar em campo com Alan Bahia, Michel, Erandir, Cristian e Edno. E ainda cobrar o que cobra do torcedor para ver jogo na Arena.