A sucessão de comando do Atlético começou. Na segunda feira, Mário Celso Petraglia sugeriu os nomes dos atleticanos da chapa “CAPGIGANTE”, que deveriam ser eleitos para o conselho deliberativo. Hoje, será lançada a chapa “Paixão pelo Furacão”, que tem como figura central Enio Fornea Júnior.

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A partir de hoje, até o dia 14 de dezembro, pelo menos duas vezes por semana, irei tratar do tema. Mas já quero dizer que, como sempre, serei imparcial, pois vivendo intensamente o Atlético nos bastidores, não tenho nenhuma dúvida de que a chapa de Enio Fornea Junior, Braz e Julio Araújo é a alternativa racional (esse é o adjetivo correto) para o Atlético nos próximos anos.

É impossível ser gestor de uma obra que vai bater em 250 milhões de reais e, ao mesmo tempo, ter que procurar um técnico, porque já mandou um embora. Pela necessidade de separar as coisas, é que Petraglia não deve assumir responsabilidades administrativas. Em 15 ano ele deve ter ganhado a consciência de que o Atlético não é abstração. É necessidade natural de todos os atleticanos.

Alguns bandoleiros dirão que eu sou amigo do Enio – e sou -, que tenho interesses – não os tenho -, e que eu sou contra Petraglia – o que não é verdade.

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Como esta coluna estará associada às futuras, um esclarecimento: já vai bater nos 44 anos o tempo que vivo o Atlético. Só não é mais importante que a minha família e o meu trabalho. Coloco-o acima de qualquer outra relação pessoal. Nunca neguei sentimentos e, bem por isso, nunca usei o disfarce da imparcialidade. A imparcialidade no jornalismo esportivo é uma farsa. O objetivo final do “imparcial”, se não é escondido pela covardia (em regra, o é) está embutido nas entrelinhas para ter o benefício da dúvida sobre o que quis dizer.

Como diria o saudoso Aníbal Khoury, a campanha está nas ruas. 

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