Concordo: o primeiro gol saiu porque um peruano chutou contra, e no terceiro, um outro peruano deu de presente para Ederson. Concordo também: nessas bandas da América do Sul, não há nada pior do que o Universitario de Lima.

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Mas seria incompreensão ver só os defeitos do Universitario para explicar essa vitória do Atlético, 3×0, na Vila Capanema. Um placar clássico como esse não se constrói só com os erros de quem perde. Mais importante do que eles, são as virtudes de quem ganha. E o Furacão as teve, e ninguém pode negar.

É possível se afirmar, que nos dias atuais, se ganha mais em razão dos erros do adversário, do que das próprias virtudes. Bem por isso, uma das mais nobres virtudes no futebol é a de se aproveitar do erro alheio.

E, por isso, o Atlético foi um espetáculo na Vila. Principalmente depois que a torcida interveio, obrigando o treinador Angel Portugal trocar o botinudo Mirabaje por Felipe. Com Felipe veio o segundo gol, e com ele, o Furacão tomou jeito de time. É possível dizer, que Portugal foi tão mal, que a impressão era a de que o Furacão estava sendo dirigido da arquibancada por sete mil técnicos.

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A pergunta é: se o Atlético jogar contra o Vélez o que jogou ontem, ganha?

Na Libertadores as coisas são tão esquisitas dentro e fora de campo, que os antecedentes não servem como referência.

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É um jogo de cada vez.

Retorno

O secretário da Fifa Valcke, voltou a fazer ameaças, também, contra as obras da Baixada. O poder de exigência da Fifa com Curitiba já não é mais absoluto. Pelo menos, enquanto o Corinthians não entregar pronta a arena que vai receber o primeiro jogo da Copa do Mundo. O que é possível para São Paulo, tem que ser possível para o Paraná.