O jogo ainda não havia começado na Capanema, quando o Corinthians marcou o gol da vitória sobre o Coxa. Os atleticanos fizeram festa. Mas aí, como se o destino ou o acaso esse gol contra o Coritiba, viria a impedir o Furacão de finalmente alcançar o G4.
E seria justo. Não pela vitória sobre o Criciúma (2×1), que já era previsível, mas por uma virtude que não havia, ainda, sido provocada. Explico. Não estando acostumado com a condição de favorito (e ontem era), o Atlético foi indolente no primeiro tempo.
Bem por isso, um pouco soberbo, querendo jogar mais que pode, errou muitos passes e saiu perdendo. Voltou sem o fraco Jonas, com Baier mais à frente e Marcelo fazendo os lados. E mais importante: consciente de que tem limites. Daí para a vitória foi um passo: um gol de Baier de pênalti e o gol sempre possível de Éderson, 2×1.
Outra vez, Marcelo foi o melhor. E, anda jogando tanto, que seu DVD já está em bolsos milionários na Europa. De repente ajuda a pagar a curva da entrada da Baixada.
Derrota
Há na literatura de arquibancada e na de botequim, a única explicação para a derrota do Coritiba no Pacaembu: meteram-lhe a mão. Daí, a derrota: 1×0. E o erro do árbitro não é daquele que dá para creditar no direito do ser humano. Estava perto de um lance que não autorizava nenhuma outra explicação, a não ser a luta pelo espaço com o uso do ombro. Não houve falta, não houve intenção, não houve pênalti.
E o mais grave é que não havia outra causa para a derrota. Ao contrário, no plano tático, foi irrepreensível, superior ao Timão. Marquinhos Santos está tendo o seu maior desafio nesse início de carreira. Não é fácil remendar um time marcado por contusões, e agora por cessão de jogadores para pagar os compromissos em atraso. Urso foi o melhor em campo.