Se fosse dado à torcida o direito de decidir, o Atlético jogaria o Atletiba com o time que está sendo preparado como titular. Ocorre que, em regra, no futebol, a vontade do povo e a coerência vivem em lados opostos. É que a coerência decorre de uma razão.

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A diretoria do Furacão, ao se propor usar um time apenas para figurar no Estadual e revelar algum jogador, o que já ocorreu com os excelentes Hernani e Harrison, que podem ganhar uma vaga no time titular, adotou uma linha. Se está convencida de que é a certa, e que lhe será leal até o final, a coerência é mantê-la. O que não pode é mudar em razão de um fato ocasional, que é o Atletiba, por mais importância história que a rivalidade sempre lhe dá.

Pode parecer contradição, mas o risco da derrota está dentro da coerência. Se não se pretende mesmo disputar o título do campeonato, está certa a diretoria de manter o time que apenas figura no campeonato para jogar o Atletiba.

Mordaça

Confesso: entre as diversas consequências que a mordaça que a diretoria impôs no Atlético há uma em especial que me aborrece. Ter Antônio Lopes morando em Curitiba, trabalhando no CT do Caju, e não ouvi-lo falar é perda de bons momentos que o futebol pode proporcionar. Com aquele seu sotaque da Zona Norte do Rio para justificar atos, Antônio Lopes é uma atração.

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Bem que Petraglia poderia liberá-lo pelo menos uma vez por semana para dar entrevistas. Ou estou errado?