Clube Atlético Miami

Há pouco tempo, o brilhante advogado Luiz Fernando Pereira, em nome do Atlético, solicitou que eu usasse uma velha e cara amizade para que o Tribunal de Contas aceitasse estudar um Termo de Ajustamento de Gestão TAG. Era preciso agir, porque Mário Celso Petraglia estava ameaçando “entregar a Baixada para o governo”. Nesse Termo, todos os envolvidos na construção da Baixada, acertariam as contas.
Ao meu pedido, somou-se e sobrepôs-se um mais importante: o do senador Álvaro Dias, meu futuro candidato a presidente do Brasil. Não se pediu nada demais, como é próprio do senador, pediu-se o justo: o TAG faria divisão financeira em uma equação baseada nos contratos. Se o Atlético tivesse que pagar mais, iria pagar. Mas, que antes fosse apurado a conta de cada um: a do Furacão, compensando tudo o que pagou, e que não foi pouco; a do Estado e a do Município.
As conversas mais formais entre procuradores do Estado, do Município, da Paraná Fomento e do Atlético encaminharam bem o acordo. Mas, daí, o presidente da CAP S/A, que era presidente do Atlético doutor Mário Celso Petraglia, e que hoje é o seu dono, mandou um apanhado de números para o Tribunal. A planilha conclusiva informa que “o clube não é devedor”. E no seu velho estilo de coronel, desta vez não ameaçou entregar a Baixada ao Governo. Fez o pior: que se não fosse dada uma solução, iria “mudar a sede do Atlético para Miami”. O doutor nunca escondeu que quando se aposentar irá morar em Roma (“uma cidade que eu amo”, disse-me certa vez) ou em Miami.
Amanhã eu continuo noticiando o fato.

Indigestão

Um fato curioso e inusitado aconteceu na sexta-feira, dia 31 de março. Hora do almoço, Restaurante Business Clube, nas Mercês. Em uma mesa, o presidente Bacellar, o dono do futebol Ernesto Pedroso, o vice doutor Macedo e o gerente Alex Brasil, do Coritiba. Em outra mesa, Alceni Guerra, vice do Coritiba e Mário Celso Petraglia, do Atlético. Na mesa do meio, os empresários e atleticanos Mário e Leonardo Petrelli, que não conseguiam entender a divisão.
Alceni quis almoçar separado com Petraglia para convidá-lo a orientar o Coritiba na construção do novo estádio, e para ser o seu sócio em um empreendimento hospitalar na Ecoville.

De primeira

Não irei responder o caso Vinicius porque não está na minha esfera de atuação. No entanto, se precisar, atuarei. Quando precisava agradar, nunca me submeti a ninguém. Não será agora que um bando de marginais, estimulados pelo clube, irá me amedrontar. A torcida do Atlético conhece a minha história.

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