Se não leram, voltem à narrativa de ontem. O Atlético propôs um Termo de Ajuste de Gestão ao Tribunal de Contas, que envolveria Estado e Município para acertar as contas finais da construção da Baixada. Pedido absolutamente justo e honesto.
Mas, daí, Mário Celso Petraglia mandou um planilha dizendo que o Atlético não era devedor, e que se não fosse dada uma solução iria “mudar a sua sede para Miami”.
Continuo narrando o fato. O acerto emperrou por três motivos relevantes. O maior deles é a publicidade dada ao inquérito da Polícia Federal, que já sendo finalizado, que investiga contas de empresas fantasmas, que se supõem serem de Mário Celso Petraglia no exterior.
E, se não fosse o bastante para inibir qualquer acordo de interesse público, o governador Beto Richa virou figurinha vulgar das investigações do Ministério Público estadual e federal. Além de já responder a dois inquéritos no Superior Tribunal de Justiça, Richa vive a angústia da quebra do sigilo da “delação do fim do mundo”. O Ministro Fachin, aqui de Curitiba, do Supremo Tribunal Federal, prometeu tornar pública as delações para que se saiba quem foi beneficiário do dinheiro da Odebrecht.
E, se não precisa mais, tem outro fato. A Operação Quinto da Coroa, na qual a Polícia Federal, atendendo ordem do Ministro Felix Fischer, originário, também de Curitiba, levou presos para Bangu, dos seis conselheiros do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, levou cinco presos. Não quero fazer juízo do valor de comportamento, mas essa decisão deve ter repercutido no espírito da maioria dos conselheiros de todos os Tribunais de Contas, no Brasil. No Paraná, não deve ser exceção. E, não se ignore o fato que tem conselheiros já respondendo inquéritos policiais.
De todas as pontas necessárias, só sobra Rafael Greca, o prefeito.
Petraglia deveria ir para Miami, e deixar o Atlético aqui.
Como pregava o saudoso ex-presidente Rubens Passerino Moura, “no Atlético o insubstituível nasceu morto”.
O Furacão está precisando resolver a sua vida.
Leão
No futebol, às vezes, maltratam a história. Esquece-se que o Paraná foi o campeoníssimo dos anos noventa, e só se lembra da fase de carência desses tempos.
Bem por isso, hoje, o Paraná tem que matar um leão por dia.
Hoje decide uma fase eliminatória com o ASA pela Copa do Brasil, e no final de semana, decide seu futuro no Estadual contra o Atlético. O Tricolor precisa de um título.
O leão bem maior que terá que matar é o Furacão.