Entre os clichês clássicos do futebol está o de que o importante é vencer. Essa máxima só pode ser usada pelo time que é surpreendido por circunstâncias eventuais. É quando a vitória, como consequência da lógica, portanto natural, é substituída por uma vitória que já não era mais possível esperar.

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O time de futebol carente, e que por isso teme mais as suas deficiências do que as virtudes contrárias, não pode se proteger na vitória como valor definitivo. Em especial, se é contra o Rio Branco do Acre, e em um torneio eliminatório.

O Atlético ganhou de 3 x 1, na Baixada, mas não mostrou que, em curto prazo, vai alcançar o estágio que se exige de um grande clube. E é o que se exige do Furacão.

Tudo tem que ser em curto prazo: a recuperação no Estadual, sem o direito de perder uma única partida; a evolução técnica para a próxima fase da Copa do Brasil, para não tornar previsível a eliminação, e uma estrutura definitiva do time para o Brasileiro, que começa em dois meses.

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E, aí, tem que ser justo na distribuição do ônus. Exige-se de Geninho resultados, mas não é tão simples dar solução – nem mesmo a longo prazo, para um time em que falta qualidade. Não se pode acreditar em uma zaga com Rafael Santos e Gabriel, e protegida por Alê, e em um meio-campo com Paulo Baier cansado já em fevereiro. Isso sem contar Clayton como opção de jogo.

O primeiro tempo ruim foi salvo por um gol improvável, como é todo aquele marcado por Guerrón. Foi tão ruim, que Geninho fez o time jogar em contra-ataque no segundo tempo. Aproveitou a velocidade de Lucas, que marcou duas vezes e foi o melhor do time.

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