Atlético Paranaense x São Paulo pode ser considerado um novo clássico do futebol brasileiro?

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O site oficial do Furacão anuncia o jogo de hoje à noite pela Copa do Brasil, como um clássico. Por não ser fundamentado, o caráter atribuído ao jogo, é tratado com uma dose de ironia pelos rivais, inclusive de fora.

Pois eu concordo. E não faltam fundamentos.

A expressão clássico do futebol já não conserva mais a literalidade do seu significado de origem. A palavra “derby”, transportada pelos ingleses do turfe para expressar um jogo entre rivais da mesma cidade, não demorou muito para ganhar amplitude, com a rivalidade entre Manchester United e Liverpool, que hoje é o jogo de maior expressão da Grã Bretanha. No Brasil, a história, embora seja o elemento mais relevante, já não é mais o elemento capaz limitar o conceito de clássico.

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Para dar o tratamento correto para jogos entre Atlético e São Paulo, não se pode desprezar o histórico dos confrontos entre os dois. É indisfarçável o ambiente de rivalidade que se criou desde 1983, quando os dois jogaram a fase eliminatória do Brasileirão, com duas vitórias do Furacão. Depois, em 2001, quando na Baixada, o Atlético eliminou o time comandado por Kaká, e seguiu para ganhar o título brasileiro. E alcançou o conceito moderno com os conflitos externos, quando a mão grande (sem aspas) do São Paulo arrancou o Furacão da Baixada para não correr riscos de perder a final da Libertadores. A mesma mão tirou Aloisio “Chulapa”, depois Dagoberto, a maior revelação do futebol brasileiro na época. O elemento principal está na história dos confrontos, que indica a supremacia do Furacão.

E há que se considerar as estruturas. Comparando-as, o Atlético é uma espécie de São Paulo de ontem, embora falta-lhe o fator que cria a história definitiva: a ambição para ganhar títulos. É possível afirmar, que Atlético x São Paulo, em Curitiba, é hoje o jogo de maior apelo popular. É um clássico.

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Quem ganha?

Clássico é clássico.

De primeira

Toda a vez que narra um jogo do Real Madrid, quando bola passa pelo alemão Kroos, Galvão Bueno afirma: “Kroos, que era um passe à cada seis meses”. Talvez, por não procurar saber a origem da frase, Galvão não cita o seu autor. Foi do saudoso Armando Nogueira ao não encontrar mais adjetivos para tratar da perfeição dos passes de Didi, o “Folha Seca”, do seu Botafogo. Escreveu: “Didi é capaz de passar anos sem errar um passe”.