O Atlético ganhou do Libertad, 1×0. E é o que importa. Não há como exigir mais deste time. Exigir mais é oferecer o ser humano em sacrifício. A vitória, por mais simples que seja, para esse Atlético é um fato extraordinário. Por isso, não sejamos injustos em buscar o disfarce da insatisfação da vitória sem convencimento.

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Não digam que o Atlético jogou mal. Jogou bem, e às vezes, surpreendeu. O que a torcida precisa ter é a consciência de que o time não joga muito mais do que jogou. E ainda agradecer aos santos, que uma daquelas bolas cabeceadas para trás por Baloy, ou uma das furadas espetaculares de Cocito, não foi parar no fundo da rede de Diego.

A falta de qualidade no futebol limita a vontade de todos. Dos jogadores que querem fazer mais, lutam para fazer mais, mas não conseguem pela sua própria natureza; da torcida que quer porque quer ver mais, mas é sufocada pela ilusão.

Dirão que o Libertad é um timinho paraguaio, que só corre e que só bate. E que perdeu dois gols na cara de Diego. E que por isso e por aquilo o Atlético deveria ir além daquele golzinho.

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Não importa. O que importa é que o Atlético ganhou. É que o homem vive mais de enganos do que de verdades, ensinou Nelson Rodrigues.

Por isso, vamos acreditar que Maciel é um azougue. Fez um golaço. Então, felizes e justos, busquemos uma ilustração para ele em Guimarães Rosa ?um mulato enfeitado e salamistrão, com soberbo aprumo para andar?.

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O Atlético ganhou do Libertad pela Libertadores, 1×0.

Espetacular. Sem um pouco de ilusão, vamos acabar morrendo na saída da Arena.