“Em La Paz temos que jogar com inteligência”, disse o atacante Marcelo, do Atlético. A frase pode encerrar o óbvio ou sugerir o genérico. Seja o que for, está com certeza carregada por uma dúvida: o que significa no caso do jogo de La Paz “jogar com inteligência”?
A resposta sugere, em tese, a simplicidade de dosar o jogo físico para retardar o inevitável desgaste. O ponto que dizem ser o ideal reclama a execução de dois mandamentos do jogo de futebol: a posse da bola e o passe certo, com os quais o Atlético foi indisciplinado na derrota para o Velez.
É fato, não é lenda. A insistência em teorias para prever o que pode ser feito em La Paz, se torna uma especulação, inclusive para a ciência. São tantas as condições que a altitude cria que se é possível prevê-las, torna-se impossível preveni-las. Mas saber da importância da posse da bola e do passe certo são fundamentos exigidos não só na altitude de La Paz, mas, também, em qualquer lugar.
Há um fato que não pode ser desprezado: o Strongest é o time mais fraco do grupo. Talvez, na exploração de suas deficiências, esteja o significado da expressão “jogar com inteligência”.
Voz do patrão
O treinador Ricardo Drubscky começou mal no comando do Paraná. Ao afirmar o “atraso de salários não são um privilégio do Tricolor”, incentiva o descaso que a diretoria tem com jogadores e funcionários do clube.
Drubscky vai contra o princípio fundamental do regime laboral, que é o respeito ao direito do empregado em receber regularmente o salário.
Não é de hoje que Drubscky adota a razão do patrão. Não alcançou sucesso na carreira de treinador por fazer sempre o papel da diretoria, em prejuízo do atleta.