Ciência inexata

Um conselho para os atleticanos: não trabalhem com números possíveis de salvarem o Furacão do rebaixamento. É se iludir, aumentar a dose de sofrimento, porque no futebol a matemática não é uma ciência exata. Qualquer operação tem que ser associada aos limites individuais do time e, não sendo possível aumentá-los, vai depender da capacidade do treinador em intervir para diminuir a carência individual.

E, por ter um time limitado e um técnico errante, o atleticano não deve fazer contas. Os jogadores estão correndo, suando a camisa, indo à exaustão. O drama maior decorre de um problema que não se resolve com luta: são os erros sistemáticos de Lopes na armação individual e tática do time. A maior prova é que o treinador só ganha consciência desses erros no intervalo, quando consegue corrigi-los. Mas até aí pode ser fatal, como foi contra o Santos e contra o Corinthians.

Hoje é contra o São Paulo, na Baixada. É preciso atacar, mas é preciso marcar e defender. Como Lopes vai conseguir tudo isso insistindo com Wendel e Marcinho? Se os atleticanos pudessem contar, sem riscos, com o seu treinador, a matemática voltaria a ser uma ciência exata. 

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