Ciclo

Às vezes parece até ser científico, mas bem analisado, o futebol é resumido em ciclos. A Holanda de Cruyff (1974) não foi produto de uma evolução do futebol holandês, mas da coincidência de revelar ao mesmo tempo um grupo de jogadores, do mesmo time (Ajax), pelo mesmo treinador Rinus Michel, para o qual só fez sucesso ?porque os jogadores, além de talentosos, eram inteligentes?.

O último ciclo de craques do futebol brasileiro foi a geração de 1982, porque Telê Santana preferiu o talento de Zico, Falcão, Sócrates e Júnior, a qualquer proteção tática. Foi uma geração tão fantástica, que não precisou de um título mundial para se eternizar. Somos capazes de dissertar em segundos o time de Telê, mas gaguejarmos ao tratar do time de Parreira (1994) e de Felipão (2002), campeões do mundo.

Ontem em Barcelona, o Milan atacou noventa minutos. Mas foi incapaz de criar uma única oportunidade objetiva de gol. Foi eliminado pelo Barcelona da Copa dos Campeões, porque o fim da geração de Maldini e Costa Curta, coincidia com o próprio jogo. Arrastando-se em campo, com uma média de idade de 32 anos, os rubro-negros mostraram que a experiência no futebol é uma virtude indisponível, desde que não sobreponha o talento e a força física, que em tese, pertencem aos jovens. A lição que ficou é a de que a experiência, embora importante, não pode ser regra no futebol de hoje.

Talvez esteja aí o único risco do Brasil na Alemanha, cuja seleção preferida de Parreira bate na média de 30 anos.

Domésticas

Com certeza o leitor vai reclamar, que me afasto de assuntos domésticos e entro num terreno quase estranho. Se for essa a reação, conforto o leitor lhe dando razão. Mas os assuntos da casa provocam desconforto.

O que dizer do Coritiba, que corre mais um risco para resolver seu problema de gols. Traz Alberto que, já há algum tempo, teve apenas seis meses de artilheiro no Santos excepcional de Leão, no qual jogavam Diego, Robinho, Paulo Almeida e Léo. Nunca mais jogou bem e passa a ser mais uma aposta do que uma esperança.

E o que dizer do Atlético? Nos últimos dias só se especulou sobre a saída de Givanildo. E nenhuma cartinha saiu no site oficial, desmentindo o fato. Givanildo, além de ser confuso como técnico, não tem personalidade, pois outro em seu lugar diante da falta de apoio público da diretoria, já teria pedido demissão.

E o Paraná? Esperem e verão.

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