Quem o conhece, diz que Luiz Felipe Scolari é uma pessoa doce. Justa, é incapaz de praticar um ato injusto.

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Não conheço pessoalmente Scolari. Por isso não sei qual o seu conceito de injustiça. Por exemplo, se foi justo ou não ao desprezar Alex para jogar a Copa do Mundo de 2002, preferindo o restrito Ricardinho.

Um dia Felipão vai pedir desculpa a Alex.

Mas, por mais justo que seja, Scolari é humano.

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Bem por isso não consegue atropelar sentimentos, que ainda se ressentem de uma ofensa. Não me recordo se, em sua carreira, Felipão sofreu uma humilhação do tamanho que é uma goleada de 6×0, como aquela do Coritiba no seu Palmeiras, pela Copa do Brasil.

Vingança é um sentimento que qualquer profissional do futebol se recusa de carregar. Mas nenhum mortal, em especial, quando é vitorioso como Felipão, esquece gratuitamente.

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Há sempre uma mágoa pendurada que um dia ou outro precisa ser resolvida.

Coritiba x Palmeiras, hoje à noite, no Couto Pereira, seria mais um jogo para Felipão, se não fosse a recente lembrança que o maltrata.

Por isso, e porque são dois bons times, deve ser um grande jogo.

Reencontro

Por falar em injustiça, corrigi ontem uma injustiça que cometi e que me incomodava. Achando que meus motivos eram mais fortes, fiz críticas que não devia ao advogado Ruy Paciornicki, quando saiu do Atlético.

Pois, ontem, na sede do Tribunal Regional do Trabalho, encontrei Ruy. É uma pessoa tão grandiosa que conversou como se nada tivesse acontecido.

Fiquei mais constrangido e não me resolvi.

Então de público, faço o que não me lembro da última vez que fiz: desculpe, meu querido Ruy.