Dizem que o Icasa joga com a bola nos pés e o terço na mão. Embora milagreiro, Padre Cícero não é tão forte assim. O seu Icasa é mais um desses times de letras, que brotam lá no sertão, cuja glória é, às vezes, sair de Juazeiro, e conhecer essas bandas do Brasil, em que a vida vai bem além da sobrevivência.

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Se a força do Icasa está na reza a Padre Cícero, o Coritiba poderia estar bem sossegado. Ao seu lado, grudadinha, está a poderosa Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Mas a diferença não está no poder de praticar milagres. Nos pecados, talvez. O Icasa leva aquela sua vidinha em Juazeiro do Norte: simples, confortado, sem querer mais do que tem. Isso facilita as coisas para Padre Cícero. O santo fica mais à vontade, quando seu protegido pouco exige. E os coxas? Ah! os coxas. Nesses últimos tempos, ninguém pecou mais do que eles. Por mais que recebam perdão, mais têm que ser perdoados.

Só o simples fato de correr um mínimo risco contra o Icasa já é um pecado. Não é fácil viver sob risco e dúvida, desconfiança e incerteza.

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Até o próprio santo desconfia.

Equilíbrio

O campeonatozinho do Paraná agora vai para o fim.

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Dos confrontos, o mais equilibrado será entre J. Malucelli e Coritiba. Esta disputa é a que deve dar importância maior ao primeiro jogo, o do Pinheirão.

Atlético, Paraná e Rio Branco devem seguir em frente.