Nenhum atleticano fez mais pelo Atlético do que Mário Celso Petraglia, dizem. Se for verdade, nenhum atleticano foi obrigado a sair da Baixada, atropelado pelas ofensas de torcedores e pela vergonha do fracasso em campo como Mário Celso Petraglia, vimos. Estrondoso e espetacular choque de fatos históricos: na formosa Arena, em campo, um time medíocre toma de quatro a zero, e pelo corredor que dá ao ?pombal? o senhor absoluto da sua história sai às escondidas.

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A onda de ressentimentos de arquibancada e de ruas começa a reescrever a verdadeira história deste recente passado, que teima em individualizar um deus, herói único e absoluto. Longe de ser um blefe, Petraglia não é o deus rubro-negro que dizem. Fazedor, só fez porque os ?talibãs?, como ele identifica, fizeram o terrorismo contra a própria vida, expondo-se como ele a sacrifícios pessoais. Os fatos estão aí para provar.

Os atleticanos não pedem coisas absurdas. Pedem coisas simples. Pedem uma bateria para ajudar o grito da alma, que começa a desafinar, pedem um time para pelo menos não ser humilhado, pedem diálogo, pedem uma palavra negada como se todos fossem surdos.

A surda indignação popular ganhou consciência definitiva, e agora está sendo exposta. A torcida perdeu a idolatria, perdeu o medo e perdeu o respeito. Quando o povo perde o respeito por seu líder, as conseqüências repercutem em todos. Se é ruim para Mário Celso é pior para o Atlético, que é mais importante que todos nós.

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Não acredito em alguns torcedores, seus gritos são falsos, pois lhe bastam dar o direito de bater um bumbo e um pandeiro dentro da Arena, que calarão.

Neste momento só acredito nos atleticanos de bom senso. Rezo para que Petraglia ainda o tenha, para se convencer de que os equívocos provocados pela sua intransigência de querer mandar sozinho estão destruindo tudo o que foi feito. Principalmente, dizem, por ele.

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O mais grave é que Mário Celso se transformou em um dirigente comum. Busca solução em atitudes vulgares, como são a demissão de um treinador e o afastamento de jogadores em massa, como se a culpa não fosse dele. E é toda dele porque quer mandar no futebol sem saber futebol. É quando a incompetência se transforma em inconseqüência.

Não são atitudes como essas que irão mudar o rumo das coisas.

Falta sinceridade em todos os cantos do CT do Caju. Com o humor negro do comando, criou-se um ambiente de desconfiança entre todos. Existe um leva e traz para Petraglia, e o resultado é esse estado de temor que domina a todos e dá origem a injustiças. Ninguém é mais danoso ao clube do que Antonio Carlos Gomes. Suga-o com um salário extraordinário, sem trazer um único benefício. No entanto se sustenta pela fidelidade ao seu senhor.

Mário Celso precisa começar a reescrever a sua história.

Do contrário, a torcida irá fazer.

E poderá provocar injustiças.