Os conselheiros do Atlético nunca tiveram um papel tão importante na história da vida do clube como terão na noite de hoje. Se reunirão para decidir o que fazer com a Arena da Baixada: construí-la com risco zero de dívida, entregando a metade das receitas para a OAS durante 20 anos, ou construí-la adotando a proposta de Mario Celso Petraglia, o que implica no risco portentoso e concreto de endividamento, que vai subtrair todas as receitas do clube durante muito anos. Não esqueçam o que Petraglia escreveu: “Tenho três anos de vida útil para dar ao Atlético”. Disse mais: que se não for para construir a Arena, não continuará no futebol.
A verdade é que, quer seja ou não encontrada na aritmética, na lógica ou em qualquer outra ciência, a forma de construir uma obra sem traumas não é possível sem onerar o patrimônio próprio e se submeter a sacrifícios pesados, imediatos e futuros. No futebol, sacrifício confunde-se com a bola.
A primeira fase da Baixada, em valores aproximados, foi orçada em 15 milhões de dólares. Custou 28 milhões de dólares. Hoje, o que for prometido por 150, custará no mínimo 60% a mais.
O que os conselheiros não podem é dar um cheque em branco a quem quer que seja, para que se gaste em nome do Atlético, sem se submeter a uma fiscalização rigorosa de técnicos financeiros e de engenharia. Caso contrário, os conselheiros serão os responsáveis por eventuais danos.
Esperança
Atlético 2 x 1 Botafogo. Havia já trinta minutos e o Atlético, outra vez, não jogava nada. Parecia que outra vez não iria jogar nada. Seu time corria sem rumo, cheio de espaços, dando campo para o bom time do Botafogo.
Havia já 35 minutos, quando o Atlético começou a jogar o que não havia jogado neste campeonato. É que adotou o principio básico de um time de futebol: o agrupamento entre os setores, que diminuiu o espaço entre os jogadores, mantém a posse de bola mais duradora e o passe dado com risco pequeno de erro. O Atlético melhorou. Gustavo arrumou a zaga, Marcinho arrumou o time e, então, a bola finalmente chegou a “Morro” García.
Cheque em branco
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